Honeymoon – Parte I

Era final de verão europeu, seis horas da manhã. Saimos de carro daqui da Bélgica até Calais na França, la entramos na fila para o trem, passamos na imigração britânica, onde eu tive que descer do carro e ser entrevistada por quinze minutos, o agente quis saber até pq eu tinha ido à New York no ano anterior ( ?) e ainda colocou o Marc na minha frente e me perguntou “de onde eu conhecia esse homem !”. Passei na entrevista e fui liberada. Entramos com o carro no trem e atravessamos o eurotunnel em 35 minutos. Uma sensação esquisita, mistura de sardinha em lata com a maquininha do De Volta Para o Futuro. Quando saimos do trem em Folkestone, ja começamos a dirigir pelo lado direito. Achei aquilo tudo muito estranho. Dirigimos em estradas estreitas por Kent. Nosso destino final do dia seria Bath, mas fomos parando pelo caminho !
Primeira foto britânica, bem cliché mesmo: famoso telefone vermelho !
Primeira parada pra um café foi em Ashford, estava chovendo (clima britânico de verão !) e saimos correndo até encontrarmos um café italiano no centro. La pertinho vimos uma livraria Waterstones, e compramos livrinhos e mais livrinhos. Voltamos ao carro (depois de nos perdermos nas ruas pra achar o estacionamento) e seguimos viagem, passamos por Royal Tunbridge Wells, onde a aristocracia britânica se refugiava para dias de descanso. Passamos Tunbridge e fomos até Chartwell, visitar a casa de Wiston Churchill, que faz parte do British National Trust (infelizmente não possuo fotos, estava chovendo canivete). De la fomos na direção norte até o ring de Londres, que atravessamos bravamente e pegamos a saida da motorway M3, direção Manchester e saimos antes na A303 que nos levou na direção de Amesbury onde fica Stonehenge. E o sol abriu !
Stonehenge é um capitulo a parte. Lugar mistico, cheio de mistério. Pegamos o tal phone que conta a historia, mas o melhor foi a explicação de um dos guias que circulam por la.
Eh um daqueles lugares que temos que ir pelo menos uma vez na vida pra sentir vibrações e energias positivas. Ficar embasbacado com o posicionamento de cada pedra em relação aos solsticios. Ha 5000 mil anos as pedras estão la, e ninguém sabe o certo o pq da construção. Hoje em dia não vemos mais a construção original, as pedras foram caindo durante esse periodo, muitas outras foram danificadas por visitantes. Não é mais possivel chegar perto das pedras, a não ser em dias de visitas especiais, que devem ser antecipadamente agendadas. As bluestones, com cerca de cinco toneladas cada (são as pedras menores) foram levadas por ancestrais romanos, vindas de Pembroke em Wales. Imaginem isso a 4500 anos atras !


Da Stonehenge fomos finalmente pra Bath, onde “oficialmente” começariamos a nossa viagem !

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